sexta-feira, 3 de outubro de 2025

MINHA CRIANÇA

Ser adulto tem.muito a ver com ser capaz de tomar conta da própria vida. Tem quem tenha passado dos 30, 40, 50 e ainda continue a ter 5 anos. O modo como nos relacionamos com o ambiente e as pessoas no moldam, nos marcam, nos fazem crescer ou nos esmagam impedindo florescer até o que nos é natural. Com isso, quero dizer que ser adulto de fato precisamos estar em paz com as dores do passado. Precisamos aceitar e abraçar a nós mesmos em cada tempo que tivemos e em cada uma de nossas experiências boas ou más. 
Se aceitar vai muito além do hoje, neste compreende nosso passado que por ventura se tornará parte da história que forma nosso futuro. Esse gesto nos concede liberdade uma vez que entendemos a origem de alguns de nossos habitos e inclinações nos tornamos mais tolerantes com as mazelas (aos nossos olhos) dos outros. Almejamos esse cuidado também para conosco por mais que no fundo do nosso consciente cante que jamais entenderão, jamais agirão com brandura. 
Só quem passa por esse processo de amar sua pequena criança na sua pequenez, na sua ingenuidade, na sua inocência pode, talvez, usar de delicadeza para nos acolher. Cada vez que nos sentimos injustiçados, feridos e traídos é justamente por ver nossa criança sendo machucada, cena inadmissível, mas que, infelizmente, acontece. Por vezes, tentamos rejeitar e negar que pertencemos a ela, que somos essa criança. Porém, ao passo que entendemos que essa criança desprezadas e maltratada só precisa do nosso abraço e nosso carinho para curar suas feridas se torna mais fácil mudar o rumo da vida, fazer novas escolhas. Melhor explicando não fica mais fácil mudar, é de fato um desafio, o que fica mais fácil é abandonar as velhas crenças porque são falsas, foram plantadas no nosso inconsciente. De repente, a menina ou menino daquela foto antiga que você odiava volta sorrir e vc sorri de volta toda vez que se lembra dela, sua criança amada e respeitada por você.  

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Refletida

Muito interessante tem sido me ver e ouvir em todos os lugares pra onde vou. Parece que depois que damos de cara com as verdades da gente os espelhos são descobertos e nosso reflexo está em todo lugar. 
Se pego um livro o autor descreve minha história, meus sentimentos de forma tão profunda... Escancara minhas dores sem cerimônia, quero fugir das palavras... mas elas emanam um quê de suspense, beleza e reconhecimento que é impossível não continuar. 
Se assisto um filme as cenas dão vida ao meu vexame, ao meu discurso, ao meu processo, à minha meta. E revejo as lágrimas que caíram de meus olhos, a tristeza que tomou conta de mim, a vida por de trás de meus olhos, a ferida que eu não queria saber.  
Se pego o celular as redes sociais me atacam, me agridem ou me transportam pro nada onde eu estava que eu não preciso mais. Redireciono... busco outras referências, me preencho, me encontro antes de me fazer. 
E quando me contam as novidades do Sicrano e do Beltrano ora me reconheço nos desastres, ora não me identifico em nenhuma das coisas que tentam contar vantagem. Se insistem já preciso começar a me esforçar, me impaciento quando vira ladainha. Conto de mim, se não há interesse finalizo a conversa antes mesmo de sair. Não estou ouvindo mais... Gostaria que dissessem de si mesmo para que eu pudesse ver a mim neles também.
E é isso quanto mais busco de mim, mais me vejo, mais me entendo, mais me reconheço nas coisas e nas pessoas. Aqui figuram apenas recortes, mas a construção vai muito além do visual porque parte de dentro, se transforma e reflete em tudo. 

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

ABRIR AS PORTAS DO PASSADO

Não sei se relutei ou adiei fazer essa volta ao passado. Se realmente acreditei ou que acredito que não há nada lá que explique minhas dores e bloqueios do tempo presente. Fato é que essa proposta vem me sendo refeita diversas vezes, por Deus, a quem atribuo tal insistência. Como diz uma canção "Ele não desiste de você, Ele se importa com você, Ele compreende o seu caminhar, Nunca vi amor tão grande assim..." como alguém que nos conhece quer que nos conheçamos também para que saibamos através de Sua sabedoria abrir mão das nossas más inclinações e cresçamos afim de alcançarmos o maravilhoso plano que tem para nós aqui na terra para conquistarmos o céu.

domingo, 25 de setembro de 2022

Vida

 A vida não passa, ela corre!

Assim me sinto: tentando alcançar minha própria vida

A vida não acontece, ela morre! 

Em cada lugar, em cada pessoa aproximo mais minha partida


Não há pesar, acredite! 

Em tudo e à todos que faço há desejo, há vontade.

Ao parar o peso é sem limite! 

E do que me resta há força, há verdade?


Me perdi de mim, não tenho me visto mais

Nem tímido, nem escandaloso, muito menos espontâneo

Quero acreditar que não é tarde demais

Que ainda estou, posso e meu existir não é momentâneo! 

sábado, 17 de outubro de 2020

Beleza natural

Hoje a chuva deu uma trégua, as nuvens se desfizeram, o sol apareceu e finalmente eu poderia sair e recarregar minhas energias numa caminhada matinal.
Sabe aquele dia que tudo mais parece mais lindo? Acho que é o efeito pós-chuva. A grama estava mais verde, o céu mais azul, mas eu ainda não tinha notado. Apenas havia me posto a caminhar ao som do terço glorioso, fazendo minhas preces e pensando na vida...
No ponto mais alto do meu trajeto vi algo se mexendo no meio da grama. Parecia haver um buraco ali camuflado na relva verde. Um homem que estava mais perto parou pra ver também. E conforme eu chegava mais perto o rosto do homem se iluminava e minha cara de surpresa se fazia. Opa! Um deles voou. Era uma coruja, duas na verdade, suponho ser a mãe e seu filhote. Não sei bem como se dá essa obrigação de cuidar dos filhos na casa da coruja. Mas o que mais me impressionou, não foi a coruja. Mas a necessidade do homem em me mostrar as corujas mesmo sabendo que eu já estava vendo. Como se todo mundo tivesse que ver essa beleza natural em meio ao concreto. Sim, estávamos numa avenida bem movimentada. 
Fiquei pensando em quanto tempo os noticiários perdem noticiando as mesmas más notícias, quando que o que precisamos e gostamos é de boas notícias, belas imagens, de estar em contato com nossa essência: a Natureza! A boa notícia é que o concreto não cobriu tudo. Preste atenção!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Descrição do meu pai


Meu pai? Ele é moreno, queimado do sol. Não, ele não é surfista, nem pescador, nem mesmo moramos no litoral. Enfim, é alto, forte e careca ao melhor estilo ex-boxeador, e não é que ele se parece com o Maguila, muitos o conhece por esse apelido. Ah, é barrigudo também, acho que é marca registrada dessa geração de pais.
Minhas mãos e pés são todinhos dele, que falta de sorte! São grandes demais, como os dos homens, logo eu que sou tão delicada quanto um soco inglês. Por outro lado a cor, a altura e o porte devo agradecer de joelhos, pois não é que se ele se cuidasse maisficaria gostosão que nem eu. Argh! Retiro o que disse pais não deem ser gostosos!
A maioria das coisas que faz eu detesto, grande parte do que faz não tem sentido nenhum. Nem quero entrar nos detalhes, nos porques, visto que talvez nem venha ao caso apontar, elencar, explicitar os motivos.
No final das contas pai não é pra ser bonito, nem superherói, muito menos modelo a ser seguido. Como bem me disse um sábio dias atrás "Seu pai lhe deu o maior presente de todos"!





Convido os blogueiros para descreverem seus respectivos pais.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Lendo saudade


O ócio a estava deixando louca... Resolveu escolher um livro e o livro a escolheu. Enquanto lia confirmava o sentimento que havia dentro si. Um amor tão profundo, tão lascívo quanto santo. A cada linha uma rebelião se dava em seu corpo, ela não sabia se apenas deleitava ou expulsava pra fora de si todas essas sensações. Pois parecia bem isso que ela explodiria de tanto desejo!
As mãos dele deixaram de ser imaginadas, agora ela era capaz de senti-las... Enxergar o prazer entrando, tomando conta daquele corpo que ela sentia já não ser mais seu. E as suas mãos passaram a acompanhar as deles deslizando por onde o fogo ardia...
Languida a ouvimos responder à saudade com suspiros e gemidos que esta (a saudade) é muito boa quando existe amor, pois o toque é certo apesar da distância.

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